Fecundação in vitro

A fecundação in vitro (FIV) é considerada a terceira geração de biotecnologia da reprodução, após a inseminação artificial e a transferência de embriões.

Esta técnica vem se mostrando uma tecnologia promissora, tanto na embriologia básica quanto na produção animal. Os estudos básicos da técnica in vitro têm contribuído decisivamente para uma maior compreensão dos eventos da ovogênese, da fecundação, do desenvolvimento, e da implantação embrionária. O conhecimento gerado já possibilitou a produção toto in vitro de embriões, demonstrando o potencial desta tecnologia. O fato de produzir embriões em diferentes estágios de desenvolvimento viabiliza os projetos de clonagem e de transgenia. A possibilidade de formação de bancos de ovócitos congelados e o posterior descongelamento e fecundação dos mesmos, abre novas alternativas e dá maior flexibilidade aos programas de melhoramento e de conservação de recursos genéticos animais.

A grande opção, que vem com a otimização da FIV, é a metodologia denominada punção folicular (PF). Esta metodologia permite coletar, de forma repetida, com a ajuda de uma agulha introduzida pela vagina, e com o animal de pé, sob anestesia local, os ovócitos intra-ovarianos, por punção dos folículos visualizados na tela de um ultra-som.

Os ovócitos, assim obtidos, são maturados, fecundados e cultivados in vitro até a obtenção de embriões viáveis, que são, em seguida, transferidos para receptoras síncronas.

A produção de embriões por PF será, a médio prazo, a melhor alternativa para a produção de embriões a partir de vacas selecionadas. E, neste caso, uma vaca potencialmente boa doadora de ovócitos (óvulos) poderá produzir um bezerro por semana, e no início do próximo século, com a evolução da técnica, um bezerro por dia.



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